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Somos energia em movimento - 5

Esse é o quinto post, de uma série de 6 postagens, sobre o artigo:

Bioenergia, Energia Humana e Possíveis Utilizações para o Bem-Estar e Saúde das Pessoas

Autoria: Geni Aparecida do Carmo Cruz


Medicina Energética e Medicina Vibracional


Das ideias newtonianas e cartesianas, de um universo concebido como máquina, funcionando à semelhança de um relógio, conduzindo a uma visão reducionista em que o todo pode ser estudo através de suas partes com objetividade e neutralidade – à noção dequantum de Max Plank, do princípio da relatividade de Albert Einstein, e do princípio de incerteza de Werner Heisenberg, a credibilidade da ciência moderna, realista, materialista, se vê abalada em alguns de seus dogmas (GOSWAMI, [2000] apud Rovai, 2011).

Torna-se possível tecer novas propostas de modelo para os saberes, a medicina, por exemplo, em consonância com as descobertas da Física Quântica propõe a medicina vibracional.


A Medicina Vibracional – uma medicina para o futuro é um conceito lançado pelo médico Richard Gerber com o objetivo de uma nova abordagem para pensar a saúde e a doença.

De suas pesquisas ele conclui pelo pressuposto de que o organismo humano não é só matéria – corpo físico — mas também energia. Segundo ele: p.21 de Rovai:


A medicina vibracional ou energética finalmente encontrou validação, na ciência moderna graças à nova visão einsteiniana da matéria como energia, especialmente quando esse conceito é aplicado aos estudos dos sistemas biológicos enquanto campos interativos de energia. Em outras palavras, o ponto de vista einsteiniano considera os seres humanos a partir de uma perspectiva dimensional superior, de acordo com a qual eles são formados por diversos campos de energia contidos um no outro (GERBER, 2007).


A Dra. Dziemidko diz que energia nos remete a um conhecimento milenar das antigas tradições místicas, mas também nos trazem de encontro ao conhecimento científico.

Ambos os conhecimentos permitem que se extaria uma definição para energia, de como ela, ora vida, é sentida pelo corpo e como pode curar.

Tem-se inclusive uma descrição da natureza do campo sutil de energia que parece envolver o corpo físico das pessoas e como esse campo energético pode ativar o processo de cura (2000).

Segundo a autora, pesquisas médicas mostram que um terço dos pacientes reclama de “falta de energia”.

Na linguagem cotidiana não “ter energia” serve para descrever sentimentos de mal-estar, falta de envolvimento emocional ou cansaço.


Porém, mesmo sendo comum esse tipo de queixa de “falta de energia” a medicina ortodoxa pouco compreende dela, visto que a tem ignorado e desconsiderado, pois, a considera irrelevante.

Entretanto, diferente disso a medicina energética que, baseia seus tratamentos na ideia de que a manifestação primária da doença ocorre devido a uma perturbação do estado energético de uma pessoa, existe total relevância na queixa da “falta de energia”.

Definida pelo dicionário como potência, força ou vitalidade, a energia tem exatamente esses significados na cura e na medicina energética.

Chopra fala sobre a ausência da energia e diz que a fadiga é a ausência da energia física, intelectual e emocional, e a fadiga crônica uma ausência prolongada dessa energia, vem de encontro ao propósito dessa escrita sobre energia humana, e, sua possível atuação sobre a saúde do ser humano, vista sob a lente da Psicologia.

Para explanar sobre a energia ilimitada presente no mundo biológico tanto quanto no universo físico, recorre aos especialistas no assunto: os físicos, e a afirmativa deles de que o universo nada mais é do um campo dinâmico e pulsante de uma avassaladora energia (CHOPRA, 1998).


Para ele problemas de saúde sem respaldo físico deixam evidente uma forte influência de fatores emocionais e psicológicos.

Em testes psicológicos de depressão ou ansiedade realizados, 80% delas apresentaram resultados acima do normal, evidenciando a conexão mente/corpo.

Sinalizando que a mente e as emoções podem ser fonte importante de energia, podendo inclusive esbanjá-la com graves consequências para a saúde.

O sono parece ser insuficiente para renovar as energias diminuindo a capacidade de concentração e prejuízo da memória de curto prazo.

A solução para o problema, segundo o autor, é sempre a mesma: mais energia. Seria necessário ter a habilidade de recorrer ao campo natural de energia circundante.


De Einstein aos físicos quânticos da atualidade, comprova-se que tudo no universo adquire vida através de flutuações em um campo unificado de energia e inteligência.

Temos uma única fonte de energia subjacente a tudo e por meio da qual todos os fenômenos ganham vida, inclusive os seres humanos.

Somos verdadeiras concentrações de energia e inteligência no campo universal e temos no nosso corpo a mesma inteligência e energia que governam o universo, num continuum com a natureza.

Einstein revelou o poder dos átomos, e afirmou que a matéria nada mais é do que energia disfarçada de forma diferente.

Da combinação de evidencias objetivas de observações cientificas com experiências subjetivas, a ciência pode deduzir a passagem dessas mudanças no cérebro aos efeitos nos corpos sutis.


Quando os terapeutas descrevem as mudanças sentidas por eles no fluxo de energia e nos corpos sutis, geralmente, têm-se mudanças correlativas e observáveis pelos cientistas no EEG.


Lembrando ainda que por um lado a ciência descarta as experiências subjetivas, entretanto, é ingênuo pensar que os cientistas podem ser totalmente objetivos.

É impossível ao ser humano normal agir sem ser subjetivo.

“O mundo objetivo da ciência é um mundo teórico não-real”, mesmo que tentem convencer aos demais de que somente o analisável e explicável sejam reais e o restante, ilusão (DZIMIDKO, 2000)

“O aumento do interesse pelas curas energéticas não se deve apenas à desilusão com a ciência médica (nem sempre justificável), mas também com a percepção intuitiva de que falsas crenças, respostas emocionais negativas crônicas e falta de ligação com algo maior que nós mesmos estão por trás das causas de muitas tensões e doenças.” (DZIEMIDKO, 2000)

As exposições do médico e pesquisador Richard Gerber sobre medicina vibracional conduzem a uma nova maneira de pensarmos a respeito da saúde e doença.

Sua visão é a de um funcionamento do corpo humano levando em consideração uma constituição desse por múltiplos sistemas energéticos que se influenciam reciprocamente.

Sua proposta alavanca nosso modo de pensar para um modelo além do utilizado pela medicina tradicional, numa compreensão de que nossos pensamentos e emoções afetam a nossa fisiologia e que outras possibilidades que não somente das da alopatia podem ser agentes eficazes de cura.


Numa síntese sobre os novos princípios energéticos para uma nova era, Gerber coloca que a medicina vibracional é um campo direcionado para a compreensão da energia, das vibrações e da forma como elas interagem com a estrutura molecular e o equilíbrio orgânico.

Tal campo tem evoluído lentamente, mas a medicina está no limiar da descoberta de um misterioso mundo de energias invisíveis passiveis tanto de ajudar no diagnóstico quanto na cura de doenças.


Além disso, poderá levar os pesquisadores à uma nova compreensão dos potenciais ocultos da consciência.

O primeiro desses universos misteriosos a serem por eles explorados deverá ser o do nível de energia etérica.

Onde poderão descobrir que o corpo etérico é responsável pelo crescimento e desenvolvimento, bem como, pela disfunção e a morte de todos os seres humanos. Portanto, atingirão a compreensão de é nesse nível – nível etérico – que muitas doenças se originam.


Este descortinar do campo etérico tornar-se-á uma possibilidade de os cientistas no papel de pesquisadores esclarecidos começarem a reconhecer a dimensão espiritual dos seres humanos e as leis de expressão da força vital podendo assim culminar numa visão holística.

Nela os médicos poderão reconhecer a necessidade de uma integração entre corpo, mente e espirito como origem de uma boa saúde.

A percepção de que a energia e matéria do nível etérico de vibração possuem efetiva participação no controle da expressão da força vital por meio de diferentes aspectos da natureza poderá conduzir a medicina a desvelar como o corpo etérico afeta o estado de saúde e de doença.

Mais para o futuro o reconhecimento da importância dos estados de consciência ganhará importância.


Avanços tecnológicos permitirão através da eletrografia a detecção dos campos energéticos sutis presentes nas pessoas.

Da aprendizagem e uso mais pleno dos potenciais naturais ocultos da mente humana chegar-se-á mais perto do acesso aos elementos energéticos sutis do universo multidimensional (GERBER, 2007).


Quanto a influência das emoções, se até recentemente a medicina tradicional subestimava seus efeitos, hoje, cada vez mais médicos holísticos e, mesmo os ortodoxos, reconhecem que o estresse emocional contribui expressivamente para a produção de doenças.

Entrelaça essa informação a de que os conflitos emocionais, os sentimentos de impotência e a falta de amor por si mesmo podem agir nocivamente sobre o funcionamento dos chacras.


Em decorrência de os chacras serem fornecedores de energia sutil aos diversos órgãos do corpo, os bloqueios e conflitos emocionais podem levar a um fluxo anormal e com o passar do tempo gerar doenças de maior ou menor gravidade em qualquer dos órgãos fisiológicos.

Gerber diz que “nossas doenças frequentemente são um reflexo simbólico de nossos próprios estados internos de intranquilidade emocional, bloqueio espiritual e desconforto.”

Segundo ele da conscientização de que nossas emoções e nível de sintonia interna favorecem a manutenção da saúde ou a ocorrência de doenças conduzirá a um comportamento mais responsável para consigo e com os outros.


Através da medicina vibracional irão poder aprender métodos para modificar padrões disfuncionais de comportamento, pensamento e sentimento no intuito de atingirem o bem-estar.

Cita a proliferação de cursos ensinando a redução de estresse, mas salienta que o relaxamento é apenas a ponta do iceberg, visto ser a mudança dos componentes psicoespirituais mais profundos que deixaram o indivíduo vulnerável à doença.


Portanto, quando uma doença se manifesta foi porque o fluxo natural de energia vital através de nossos corpos multidimensionais foi restringido.

A boa saúde implica no fluxo livre e constante de energia através de cada um dos diversos níveis simultâneos de processamento interno.

Se ocorre qualquer tipo de bloqueio e isso prejudicar o fluxo de energia em algum nível do sistema, advém a doença.

Logo, um adequado output de energia no nível da estrutura energética emocional é fundamental para atingir-se e manter um elevado grau de bem-estar.

Destaca ainda que nos anos vindouros, cerca de vinte anos, testemunharemos a criação de toda uma nova disciplina científica relacionada com as aplicações da energia à consciência e a fisiologia sutil humanas.


Lembra que quando Einstein expos pela primeira vez as suas teorias radicais, foi considerado louco, e que também os defensores da fisiologia energética e vibracional sofrem seus reverses atualmente. Foram necessários mais de sessenta anos para as ideias de Einstein serem validadas e ele ser reconhecido um gênio.

Os pioneiros da medicina vibracional também enfrentam obstáculos e passa por um crescimento penoso.


Sua proposta de evolução para os modelos científicos almeja chegar a novos sistemas de medicina energética sutil cujo alvo além de aliviar os sintomas, também trata as causas emocionais, mentais, bioenergéticas ambientais, sutis e espirituais das enfermidades (GERBER, 2007).


Continua...

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