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20 horas para mudar o rumo da sua vida!

Atualizado: Mar 1

Pra começar a entender sobre mudança e aquisição de novos hábitos, você precisa entender uma teoria a qual dou o nome de: “Não desista antes de 20 horas.”


Universidade da Florida, professor K. Anders Ericsson, autor da “Regra de 10 mil horas”.


Dr. Ericsson, em um de seus estudos realizados em especialistas de várias áreas, desde atletas de alta performance, jogadores profissionais de xadrez, músicos profissionais, pessoas que estão acostumadas a competir em alta performance.

A pesquisa tinha como objetivo mensurar quanto tempo era necessário para se chegar ao topo de uma determinada função ou habilidade específica, e chegou ao resultado de impressionante 10 mil horas de prática, isso significa um trabalho exclusivo de 5 anos.


Então, a mensagem que o Dr. Ericsson estava realmente dizendo era que leva 10 mil horas para chegar ao topo de uma atividade competitiva em um tema restrito, é isso que significa.

Essa informação começou a se distorcer quando um escritor chamado Malcolm Gladwell, teve seu livro “Fora de série – Outliers” de 2007, entre os mais vendidos, por cerca de 3 meses. O tema base do livro era a regra das 10 mil horas. Praticar muito, praticar bem e você se sairá muito bem. Você alcançará o topo de sua atuação.


Mas o que aconteceu foi: desde que o livro Outliers saiu, de repente a regra das 10 mil horas estava por todos os lugares. E toda a sociedade começou a brincar de telefone sem fio. Essa mensagem foi se transformando: “leva-se 10 mil horas para se tornar um expert em alguma coisa”, e que depois virou: “leva-se 10 mil horas para se tornar bom em alguma coisa”, e que depois virou: “leva-se 10 mil horas para aprender alguma coisa.”

Porém essa última informação não é verdade, não é mesmo! Para esclarecer melhor meu ponto de vista, faço uso de ensinamentos adquiridos em meus estudos sobre Programação Neurolinguística (PNL)


A PNL é uma ótima ferramenta para modelar pessoas de excelência, e é também uma fantástica ferramenta de aprendizado. Podemos descobrir como as pessoas de sucesso pensam e agem, olhando e estudando a maneira que elas geram resultados.

Todos nós estamos sempre aprendendo algo, de uma maneira ou de outra. Quando fazemos um curso específico ou quando iniciamos uma nova carreira ou profissão; quando aprendemos um novo idioma ou quando aprendemos uma nova habilidade.


O processo de aprendizagem é constante, porque a mudança no mundo é constante.

Algumas vezes podemos sentir frustrados no início do aprendizado, por falta de domínio daquilo que estamos aprendendo. Em momentos assim, tudo o que devemos fazer é lembrar a nós mesmos de que podemos aprender sempre.


Tudo o que fazemos hoje em termos de capacidades e habilidades, nós não sabíamos como executá-los um dia. Porém, ao longo dos anos nós fomos desenvolvendo e aprimorando algumas competências.

Afinal, ninguém nasce sabendo caminhar, não é verdade? Pense nisso. Não é verdade que houve uma fase em nossa vida, em que éramos incapazes de andar, falar, ler e escrever?

Entretanto, hoje podemos dominar com facilidade todas essas funções que antes eram difíceis e complicadas. Hoje fazemos isso de forma automática. É fato que quando entramos na fase adulta, temos a tendência de diminuir o nosso ritmo de aprendizagem.


As crianças ao contrário dos adultos, são como maquininhas de aprender, porque elas vivem em um estado de curiosidade o tempo todo. Elas vivem questionando como as coisas funcionam, e por causa desse comportamento, elas aprendem muito mais do que os adultos.

Agora na fase adulta, precisamos lembrar a nós mesmos que existe um processo. E toda vez que estivermos aprendendo algo, cabe a nós lembrar que existe um processo e tudo que devemos fazer para alcançar o nosso objetivo é de fato seguir esse processo.


Temos que continuar aprendendo e avançando em cada um dos quatro estágios sempre, que são eles:


Incompetência inconsciente

Incompetência consciente

Competência consciente

Competência inconsciente


Vejamos quais são as quatro fases e como elas se aplicam em nossa vida:


1ª fase do aprendizado: incompetência inconsciente

A fase da incompetência inconsciente é a fase onde não sabemos que não sabemos. O que significa isso? Significa que não temos consciência da nossa falta de habilidade para executar certa função ou atividade.

Por exemplo, uma pessoa que está aprendendo a dirigir e nunca teve a experiência em segurar na direção, passar as marchas, olhar no retrovisor, utilizar as setas, acelerador, freio e embreagem do automóvel, com certeza terá alguma dificuldade no inicio, porque todo o processo é novo.

A partir do momento que a pessoa começa a entender o funcionamento de cada elemento no automóvel, as chances são de que ela passará para o segundo estágio de aprendizado.


2ª fase do aprendizado: incompetência consciente

A incompetência consciente acontece quando o candidato a motorista, passa a ter consciência de sua falta de habilidade para conduzir um automóvel.

Esta é uma fase muito importante, porque a partir daqui a pessoa sabe que precisa praticar para que ela possa dominar a sua nova habilidade. Nesta fase também é onde acontecem as cantadas de pneus e as freadas bruscas! (E quem nunca passou por isso?)

É fundamental que a pessoa saiba como resolver problemas rapidamente, para que possa progredir e não ficar paralisada. Logo, depois de muita prática, nosso candidato passa ter um controle maior em relação ao processo, começando a fazer algum progresso em direção à próxima fase.


3ª fase do aprendizado: competência consciente

Na fase da competência consciente, a pessoa passa a fazer todas as operações de maneira correta: já sabe como engatar as marchas, dirigir com atenção e faz tudo de maneira detalhada e correta, e sem perder o foco.

Nesta fase, percebe-se que dirigir se torna um processo prazeroso, porque aqui a pessoa nota que realizou um progresso em relação as fases anteriores. Aqui nessa fase ela se torna consciente da sua nova habilidade com muito mais autoconfiança.

Depois de muita prática e repetição, o ato de dirigir se torna quase que automático, pois realiza-se todo o processo sem ficar pensando nele. Com isso, a pessoa passa para o próximo nível que é a quarta fase.


4ª fase do aprendizado: competência inconsciente

Dirigir na fase da competência inconsciente significa fazer tudo de uma vez sem perceber como se faz, porque já foram muitas práticas e repetições. A pessoa passa a operar no piloto automático, pois ela se torna capaz de fazer várias coisas de uma vez só.

Nesta fase somos capazes de passar as marchas enquanto viramos o volante, freamos no momento preciso e ainda conversamos com o passageiro enquanto dirigimos.

O processo agora faz parte do nosso inconsciente, e tudo acontece sem esforço. É fato que, infelizmente, muitas pessoas desenvolvem hábitos negativos na direção, causando assim acidentes no trânsito. Mas com foco e consciência, podemos conduzir nossos veículos sem causar nenhum problema.


Não desista antes de 20 horas, lembra do que te falei?


Pois bem, entendido as 4 fases do aprendizado, você deve ter percebido até agora que é possível aplicar esse processo em qualquer área da vida que desejamos aprender. Para que isto aconteça, basta tomar consciência de que fase você está e seguir em frente sem desistir.

Muitas pessoas começam algo e desistem logo em seguida, por acreditarem que nunca poderão aprender. E isso não passa de um sistema de crenças limitantes! Nosso corpo tem a capacidade de se adaptar a todo estimulo que é dado, num período de 20 horas de prática. É um prazo, dentro da curva de aprendizagem, para chegar até a terceira fase do seu aprendizado.


Da próxima vez que você se pegar dizendo: “isso não é pra mim”, ou então “eu não consigo aquilo” lembre-se que você está passando por uma fase de aprendizado.

Toda fase é passageira. Com o tempo e um pouco de força de vontade, você logo avançará para o próximo nível. Entrar num estado de competência consciente é questão de tempo de prática, quando mais tempo praticar, mais você aperfeiçoa a habilidade que adquiriu. Quando menos perceber, terá dominado todo o processo.


Espero que possa lembrar-se de ter consciência desse conceito toda vez que estiver aprendendo algo. Depois das primeiras 20 horas de prática, se não quiser manter seu novo hábito conquistado, ai sim, descarte-o, mas nunca antes de tentar de forma efetiva.


Eu sempre utilizo este modelo de pensamento em minha própria vida quando estou desenvolvendo uma nova habilidade, minha última habilidade adquirida foi aprender a tocar um instrumento de corda chamado Ukulele, iniciei sem saber fazer uma nota se quer, nem afinar e nesse momento que escrevo, faltam algumas horas para completar as 20 iniciais, e já consigo tocar de forma harmônica algumas músicas.

Atualmente estou usando o mesmo modelo para aprender violão, e novamente venho me encantando com as primeiras horas de prática. Dois exemplos de como este modelo de pensamento funcionou muito bem para mim e com certeza funcionará muito bem para você também.


Faça o teste você também.

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